Varizes, tromboses, pé diabético, insuficiência venosa. Se você já ouviu falar dessas condições, provavelmente conhece o trabalho do angiologista, o médico responsável por cuidar da saúde dos nossos vasos sanguíneos e linfáticos. Com o envelhecimento da população brasileira e o aumento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, a demanda por esse especialista só cresce.
Mas afinal, quanto ganha um angiologista no Brasil atualmente? Essa é uma pergunta comum entre estudantes de Medicina que estão avaliando qual caminho seguir após a graduação. Além da afinidade com a área, entender o retorno financeiro ajuda a planejar a carreira com mais clareza.
Ao longo deste conteúdo, você vai descobrir os valores praticados no mercado, os fatores que influenciam a remuneração, onde esse profissional pode atuar e o que é preciso para se tornar um angiologista. Preparado?
- 1 O que faz um angiologista e por que ele é tão procurado
- 2 Salário do angiologista: valores e o que influencia a remuneração
- 3 Comparativo: setor público versus setor privado
- 4 Como se tornar angiologista: formação e residência médica
- 5 Mercado de trabalho e perspectivas para o angiologista em 2026
- 6 Dê o primeiro passo na sua carreira médica
O que faz um angiologista e por que ele é tão procurado
A angiologia é a especialidade médica dedicada ao diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças que afetam o sistema circulatório, exceto coração e cérebro, que ficam sob responsabilidade de cardiologistas e neurologistas, respectivamente. Na prática, o angiologista cuida de artérias, veias e vasos linfáticos em todo o corpo.
Segundo o Ministério da Saúde, as doenças que atingem o sistema circulatório são a principal causa de morte no Brasil, correspondendo a cerca de 30% dos óbitos no país. Esse dado explica por que a procura por angiologistas permanece alta e estável.
No consultório, esse especialista atende pacientes com queixas variadas. As mais comuns incluem:
- Varizes: dilatações venosas que causam dor, sensação de peso e inchaço nas pernas;
- Trombose venosa profunda: formação de coágulos nas veias, situação que exige atenção imediata;
- Insuficiência venosa crônica: dificuldade no retorno do sangue ao coração;
- Pé diabético: complicação que demanda acompanhamento contínuo para evitar amputações;
- Doenças arteriais periféricas: obstruções que comprometem a circulação dos membros.
O médico angiologista pode realizar procedimentos ambulatoriais como escleroterapia de varizes com ou sem espuma e aplicação de laser transdérmico para tratamento de hemangiomas. Quando há necessidade de intervenção cirúrgica, o paciente é encaminhado ao cirurgião vascular, especialidade que trabalha em conjunto com a angiologia.

Salário do angiologista: valores e o que influencia a remuneração
Em 2026, o teto salarial de um médico angiologista no Brasil gira em torno de R$13.120,57, considerando profissionais em regime CLT. No entanto, esse valor pode variar consideravelmente dependendo de uma série de fatores.
Em início de carreira, a média salarial em instituições de grande porte é de aproximadamente R$7.200, podendo chegar a R$17.500 ao longo da trajetória profissional. Já profissionais mais experientes que atuam em múltiplas instituições ou combinam consultório particular com plantões podem alcançar remunerações superiores a R$20.000 mensais.
É fundamental entender que esses números representam médias e estão sujeitos a diversas variáveis. Os principais fatores que influenciam o salário do angiologista são:
- Região de atuação: capitais e grandes centros urbanos do Sudeste e Sul oferecem valores mais altos, mas também apresentam maior concorrência. Regiões metropolitanas e estados do Sudeste e Sul tendem a oferecer remunerações mais altas, refletindo a maior concentração de hospitais privados e centros de especialização;
- Carga horária semanal: médicos que trabalham jornadas mais extensas ou acumulam diferentes vínculos naturalmente ganham mais. A média salarial costuma considerar jornadas de 20 a 24 horas semanais;
- Experiência profissional: como em qualquer carreira, a senioridade pesa na hora de negociar honorários;
- Tipo de vínculo empregatício: profissionais CLT têm salários fixos com benefícios trabalhistas, enquanto autônomos e PJs negociam diretamente com clínicas e hospitais, podendo obter valores superiores, mas sem garantias trabalhistas;
- Porte da instituição: hospitais de grande porte e clínicas especializadas costumam pagar melhor do que unidades básicas de saúde;
- Procedimentos realizados: angiologistas que dominam técnicas como escleroterapia com espuma e laser conseguem agregar valor aos seus honorários.
Para quem opta pela cirurgia vascular, especialidade que se conecta diretamente à angiologia e permite realizar procedimentos cirúrgicos, a remuneração média para profissionais em nível júnior fica em torno de R$6.700, subindo para cerca de R$9.000 no nível pleno e chegando a R$11.600 para profissionais sênior. Esses valores também variam conforme região, carga horária e tipo de contratação.
Comparativo: setor público versus setor privado
A escolha entre atuar no setor público ou privado também impacta diretamente a remuneração do angiologista. Vale conhecer as diferenças antes de planejar sua carreira.
No setor público, concursos de hospitais universitários e da rede federal oferecem salários que partem de aproximadamente R$8.600 para jornadas de 24 horas semanais, com estabilidade e benefícios. Os médicos que atuam no Sistema Único de Saúde geralmente recebem salários baseados em tabelas públicas, que podem variar conforme o estado e o município. Além do salário, muitos médicos do SUS complementam a renda com plantões ou atividades na rede privada.

Já na rede privada, os valores flutuam mais. O regime de contratação como PJ é bastante comum entre médicos que buscam maior flexibilidade e potencial para ganhos maiores. Nesse modelo, o profissional emite notas fiscais pelos serviços prestados e pode negociar valores diretamente com clínicas, hospitais ou pacientes.
As variáveis que mais pesam nessa comparação são:
- Estabilidade: concursos públicos oferecem segurança de emprego, enquanto o setor privado exige renovação constante de contratos;
- Benefícios: CLT e servidores públicos contam com férias remuneradas, 13º salário e FGTS; PJs precisam provisionar esses valores por conta própria;
- Flexibilidade: o setor privado permite montar uma agenda mais personalizada e diversificar fontes de renda;
- Teto salarial: no serviço público há limites de remuneração, enquanto no privado o crescimento depende da capacidade de captação de pacientes e negociação.
Muitos angiologistas optam por combinar atuações, eles mantêm um vínculo público para garantir estabilidade e exercem atividades no setor privado para elevar os rendimentos.
Como se tornar angiologista: formação e residência médica
O caminho até a especialização em angiologia passa obrigatoriamente pela graduação em Medicina, que no Brasil dura seis anos. Após a conclusão do curso e obtenção do registro no CRM, o médico pode seguir para a residência.
A residência médica em Angiologia é de acesso indireto, ou seja, exige pré-requisito: a residência em Clínica Médica com 2 anos de duração, seguida de mais 1 ano específico em Angiologia (R3). Esse é o caminho para quem deseja atuar exclusivamente com a abordagem clínica das doenças vasculares.
Já para quem pretende também realizar procedimentos cirúrgicos, a formação acontece pela Residência em Cirurgia Vascular. Essa residência médica tem duração de dois anos e exige como pré-requisito outros dois anos de residência em Cirurgia Geral. Quem quiser pode fazer um ano extra de especialização (R5) na área de cirurgia endovascular.
O percurso completo para cirurgião vascular funciona assim:
- Graduação em Medicina: 6 anos de curso superior;
- Residência em Cirurgia Geral: 2 a 3 anos de formação cirúrgica básica;
- Residência em Cirurgia Vascular: 2 anos com foco em doenças vasculares;
- Ano opcional (R5): especialização adicional em cirurgia endovascular para quem deseja aprofundar conhecimentos em procedimentos minimamente invasivos.
Durante a residência, o médico trabalha em ambulatórios especializados, atendendo pacientes arteriais, venosos e portadores de pé diabético. Os atendimentos são supervisionados por residentes mais experientes e preceptores, e em poucos meses o médico já participa ativamente de procedimentos cirúrgicos rotineiros.
Após concluir a residência, o profissional pode obter o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o que fortalece seu currículo e abre portas no mercado.

Mercado de trabalho e perspectivas para o angiologista em 2026
O Brasil conta com cerca de 5.700 especialistas em cirurgia vascular e angiologia titulados pelo Conselho Federal de Medicina, com a maioria concentrada na região Sudeste. Esse número pode parecer alto, mas considerando a extensão do país e a demanda crescente por cuidados vasculares, ainda há espaço para novos profissionais.
A área da angiologia está com altíssima demanda no mercado de trabalho brasileiro nos últimos meses, com aumento de mais de 33% nas contratações formais com carteira assinada em regime integral de trabalho. Esse crescimento reflete o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas que afetam o sistema circulatório.
Porém, as oportunidades se distribuem de forma desigual pelo território. Enquanto São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram a maior parte dos especialistas, regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam carência de profissionais qualificados. Para quem aceita se deslocar, essas áreas oferecem não apenas vagas, mas também remunerações competitivas e menor concorrência.
Os fatores que mais influenciam as oportunidades e salários por região são:
- Concentração de hospitais: grandes centros têm mais vagas, mas também mais concorrência;
- Custo de vida local: cidades menores podem oferecer salários nominalmente menores, mas com poder de compra equivalente ou superior;
- Demanda reprimida: regiões com poucos especialistas costumam valorizar mais os profissionais disponíveis;
- Infraestrutura hospitalar: a atuação plena do angiologista depende de equipamentos como ultrassonografia Doppler e laboratórios de hemodinâmica.
Na rotina, a maioria dos angiologistas acaba se dedicando mais à flebologia e fleboestética, tratando varizes e condições venosas que são as mais prevalentes na população. Casos arteriais complexos surgem em menor frequência, mas exigem acompanhamento multidisciplinar e geram maior remuneração.
Dê o primeiro passo na sua carreira médica
Entender quanto ganha um angiologista é importante, mas o verdadeiro diferencial está na qualidade da formação. Profissionais bem preparados, com base sólida e experiência prática desde a graduação, conseguem se destacar em qualquer especialidade e negociar melhores condições no mercado de trabalho.
Se você sonha em cuidar da saúde vascular das pessoas e fazer a diferença na vida de pacientes com doenças crônicas, o caminho começa agora. A especialização virá depois, mas os fundamentos que você constrói na faculdade vão acompanhá-lo por toda a carreira.
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