Na prática, o que muda com as novas regras do FIES?

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Muitas vezes, quem sonha em cursar uma faculdade acaba adiando os planos tendo em vista a sua situação financeira. Nesse contexto, os financiamentos estudantis fazem toda a diferença para que o aluno possa concluir a graduação sem se preocupar com o peso da mensalidade. Sendo assim, conhecer as novas regras do FIES é algo indispensável para se preparar de maneira adequada.

O Fundo de Financiamento Estudantil do Ensino Superior é um programa que foi criado em 1999 pelo Ministério da Educação, mas que ganhou um alcance ainda maior nos anos 2010. Esse projeto permite que estudantes matriculados em cursos de graduação possam financiar o valor do curso e começar a pagá-lo apenas após o recebimento do diploma.

Em 2018 e 2019, surgiram novas regras para esse tipo de financiamento. Ao longo deste conteúdo, vamos discutir os seus principais aspectos para que você possa se preparar para dar entrada em seu pedido. Boa leitura!

Como funciona o novo FIES?

As novas regras para o FIES começaram a ter validade a partir do primeiro semestre de 2018, poucos meses após terem sido aprovadas. Por conta disso, aqueles que tinham contratos anteriores a esse período continuaram o seu financiamento sob as normas previstas.

O funcionamento do FIES continua praticamente o mesmo de antes. Todos os anos, no início dos semestres letivos (ou seja, no final e no meio do ano), são abertas as novas vagas para que os estudantes possam se candidatar.

Aqueles que quiserem concorrer às vagas do financiamento precisam atender a alguns requisitos — como ter uma renda per capita de até cinco salários-mínimos por mês.

Outro fator fundamental para a participação do processo seletivo é prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O candidato pode ter participado de qualquer edição da prova a partir do ano de 2010 e precisa conseguir ao menos 450 pontos na média geral. Além disso, não pode ter tirado zero na redação.

Algumas mudanças muito importantes — como os prazos para o pagamento das parcelas do financiamento — precisam ser bem explicadas. Por conta disso, falaremos mais sobre cada uma delas a seguir. Continue acompanhando e confira!

Quais são as suas modalidades?

Uma das principais mudanças no novo FIES diz respeito à renda abarcada pelo financiamento. Hoje, estudantes com rendas de até cinco salários-mínimos mensais (per capita) podem se candidatar. Antes, esse valor se resumia a três salários.

Além disso, há a oferta de milhares de vagas com juros zero no financiamento que, por sua vez, são destinadas apenas aos estudantes que tenham a renda per capita de até três salários. Essa é a chamada modalidade I do programa.

As demais modalidades (conhecidas também como P-FIES) abrangem os estudantes de até cinco salários-mínimos de renda ao mês, mas com recursos vindos de diferentes fontes — como é o caso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para os estudantes que se enquadram no P-FIES, o financiamento pode também ser concedido por meio de parcerias com bancos privados. Por conta disso, as taxas de juros podem variar de acordo com a instituição financeira responsável pela mediação do contrato.

Quais são as regras de classificação dos candidatos?

A classificação ocorre a partir da pontuação obtida pelo estudante no Enem. As maiores, consequentemente, são mais bem colocadas no sistema de notas de corte utilizado para selecionar os candidatos que serão contemplados com o financiamento.

Embora pessoas já graduadas possam concorrer às vagas do FIES, a prioridade é sempre dada aos estudantes que estão em busca de sua primeira graduação. Outro critério de desempate importante é a nota da redação.

Em síntese, então, as regras para a classificação são:

  • nota do Enem;
  • nota da redação;
  • primeira ou segunda graduação do candidato.

Como funcionam o pagamento das parcelas e a carência?

Esse é outro ponto que difere o novo FIES do antigo modelo. Antes, o estudante só começava a efetuar os pagamentos 18 meses depois de terminar a sua graduação. A carência não existe mais e, hoje, o pagamento começa logo no mês seguinte (mesmo no caso de desistência do curso).

O valor da parcela será descontado em folha se o estudante estiver com a carteira assinada após a graduação. Se esse não for o caso, será gerado um boleto para que as parcelas sejam pagas em prestações mês a mês.

Por conta disso, ao se inscrever no FIES, é fundamental que o estudante tenha um planejamento sobre o que será feito após a graduação — especialmente considerando que o tempo de carência agora não existe mais.

Com as novas regras do FIES, como fazer a inscrição?

A inscrição do FIES não é nada complicada, mas demanda muita atenção por parte do candidato para que nenhuma etapa seja perdida. Por isso, fique ligado nas datas mencionadas nos editais todos os anos!

As etapas para esse processo seletivo são divididas em quatro partes, sendo elas:

  • pré-seleção;
  • inscrição;
  • validação;
  • contratação.

A primeira etapa consiste na criação de um cadastro no portal do FIES, com o fornecimento de dados como o seu CPF e e-mail. Aqui, há um processo muito parecido com o do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) — inclusive com a adoção de notas de corte para cada curso e instituição de ensino.

Depois, na inscrição, o candidato vai enviar todos os documentos necessários e preencher os formulários que poderão (ou não) mandá-lo para a próxima fase do processo.

A validação das informações é feita na instituição de ensino pretendida pelo candidato. Lá, ele levará toda a documentação comprobatória para garantir a adesão ao programa — que é consumada na última etapa (no caso, a contratação), feita na agência bancária escolhida pelo estudante.

Ao fim de tudo isso, temos também uma lista de espera, da mesma forma que acontece com as faculdades pelo Sisu. Ficar atento às listas é fundamental, já que as chamadas ocorrem de forma muito rápida.

Como vimos, conhecer as novas regras do FIES é indispensável para a preparação para o vestibular e a conquista de uma vaga na graduação. Pesquise quais são as faculdades que aderiram a esse tipo de financiamento e corra atrás dessa grande oportunidades para seu futuro profissional!

Que tal ajudar seus amigos a também conhecerem as novas regras do FIES — e, assim, poderem se preparar adequadamente para esse grande passo? Basta compartilhar este artigo em suas redes sociais e espalhar a notícia para todos!

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