Médico do SUS: desafios, oportunidades e como se tornar um

médico sus

A Medicina é considerada o curso dos sonhos de muitos jovens brasileiros. De fato, a área da saúde atrai milhares de pessoas pelas possibilidades diversas de atuação e carreira. Para muitos estudantes, a profissão tem um propósito ainda maior: ajudar pessoas. Por isso, a opção de trabalhar no Sistema Único de Saúde, o SUS, torna-se bem interessante.

O SUS tem uma projeção gigantesca e uma proposta de promover o acesso integral e igualitário de saúde a toda população do país.

Pensando nisso, preparamos este post pra explicar mais sobre como é a rotina do médico no SUS, quais são os seus desafios e oportunidades, e também o porquê essa opção é vantajosa pra quem faz o curso de Medicina e quer entrar na residência médica. Continue a leitura pra saber mais!

A rotina de trabalho dos médicos do SUS

O fluxo de trabalho de um médico no SUS tem início na atenção primária com a consulta em postos de saúde. Ela é a principal porta de entrada no sistema. Quando os problemas não podem ser resolvidos nesses locais, os pacientes são encaminhados a consultas com especialista, à realização de exames ou mesmo a hospitais e às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Pra suprir as necessidades dos atendimento básicos, o governo criou o Programa Mais Médicos, que ajudou a aumentar o número de profissionais nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) –– especialmente, em cidades do interior.

O cotidiano de trabalho do médico no SUS varia dependendo do local de atuação, com mais atendimentos ou menos. Mas a carga horária de 30 horas semanais para o profissional prevalece.

A residência médica no SUS

A residência médica é uma espécie de pós-graduação, que permite aos formados em Medicina se especializar em uma área específica. Cardiologia, dermatologia, cirurgia, pediatria, neurologia: existem muitas opções para o futuro profissional escolher. O programa é regulamentado por lei e gerenciado pelo Ministério da Educação e regido pela Comissão Nacional de Residência Médica.

Geralmente, o programa de residência é realizado em hospitais e centros médicos. Isso porque é necessária a supervisão de profissionais já qualificados na área, que se encontram com mais facilidade nesses locais.

O SUS é uma das opções em que o estudante de Medicina pode viver na prática o dia a dia da profissão, realizando assim a sua residência médica. As vagas existem em diversas áreas da clínica médica à ginecologia e obstetrícia.

O funcionamento é igual ao de hospitais e centros médicos particulares. Existe uma carga horária a ser cumprida, bem como a bolsa e uma dinâmica de trabalho, que são iguais. O valor é de R$ 3.330,43 por 60 horas semanais.

A diferença é que quando se atua no SUS, o trabalho do residente está ligado à Secretaria de Saúde do estado em que ele está fazendo o programa. Consequentemente, há diferenças entre as unidades federativas do país.

Os desafios relacionados com o trabalho no SUS 

Um dos grandes desafios pra quem trabalha no SUS é que ele está ligado à política e economia do país. Logo, se as duas sofrem crises, consequentemente, isso afeta a saúde pública também.

É isso que aconteceu com a chegada da pandemia do coronavírus: a saúde foi afetada, pois nem todos os locais estavam preparados pra receber pacientes graves da doença. 

Além disso, o fator econômico, com menos recursos disponibilizados para o desenvolvimento da saúde, impacta o atendimento de pacientes e faz com que os médicos tenham dificuldades em sua atuação. 

Além disso, a infraestrutura precária em hospitais, UBS e postos de saúde é um desafio imposto aos profissionais. Sem contar, que muitas vezes eles não têm acesso a equipamentos de qualidade, acomodação adequada para pacientes e falta de medicamento. Isso limita a atuação dos médicos, que também encontram dificuldades na hora de agendar exames, consultas e operações.

Aliás, essa falha leva a outro desafio: lidar com as situações de violência na rotina do médico. No setor público, há uma incidência desse problema por conta da irritação de pacientes –– que muitas vezes precisam aguardar na fila do SUS por atendimento. O profissional de Medicina precisa ter habilidades interpessoais pra lidar com essa insatisfação. 

Por fim, há também a questão dos salários. A remuneração do servidor é mais baixa, quando comparada à iniciativa privada. Isso obriga o profissional a ter outros vínculos empregatícios e acumular plantões pra completar a renda mensal.

Vale a pena se tornar um médico do SUS

Apesar dos seus desafios, a Medicina do SUS tem um forte impacto na carreira de um jovem médico. Uma das primeiras coisas que motiva o trabalho é o fato de o órgão também ser responsável pelo controle sanitário. Isso ajuda a garantir um acesso seguro para os pacientes e profissionais dentro dos hospitais. 

O médico também pode atuar tanto no SUS quanto por conta própria. Ou seja, não há um contrato de exclusividade. O profissional ainda tem certos direitos, como recesso anual de 30 dias.

Sem contar o fato do SUS oferecer uma ampla atuação. O médico atua em parceria direta com outros profissionais quando realiza atendimentos e tratamentos. Como as áreas de especialização da Medicina também são variadas, é uma boa oportunidade, caso você esteja pensando em fazer residência em um segmento bem específico.

Ainda há o fato de que atuar na saúde pública é um propósito pra muitas pessoas que se formam. Elas enxergam na área uma oportunidade de ofertar serviços à população, o que é bem recompensador. 

O processo pra trabalhar no SUS 

Pra trabalhar no SUS, o primeiro passo é acessar ao edital. O concurso é a forma de ingresso, e as inscrições geralmente são feitas no site. Todos os dados necessários estão presentes nesse documento, incluindo o número de questões, temáticas, fases da seleção –– saiba que terá que enfrentar etapas de avaliação do currículo e entrevistas. 

No caso da residência médica, essa avaliação considera a participação em pesquisas, estágio, artigos e por aí vai. Quando chega a entrevista, a banca busca entender qual é a postura e comportamento do futuro médico.

E se tem curiosidade de saber quando é possível fazer a inscrição, aqui vai uma boa notícia: a partir do último semestre do seu curso. Mas pra poder começar a residência, tomando posse no caro, é preciso ter o diploma em mãos, certo? 

Já dá pra entender que faz toda a diferença estar preparado pra fazer a prova de residência, né? Nesse sentido, a graduação tem grande peso na sua formação.

Na Pitágoras, você tem acesso a um curso de Medicina de qualidade, com professores conceituados, além de aulas teóricas e práticas. Isso sem falar do acesso a laboratórios de última geração. Já pensou em estudar com uma infraestrutura completa pra se profissionalizar e poder se preparar pra especialização que desejar fazer na residência?

Isso sem falar nas formas de ingresso facilitadas e possibilidades de bolsas de Medicina pra estudar com a gente. Por falar nesses benefícios, você pode fazer o curso com ajuda do Creditas –– um empréstimo com juros bem baixos.

Faça a graduação que sempre sonhou!

Como a gente viu, ser médico no SUS tem as suas vantagens e desvantagens. Por isso, é importante avaliar bem os seus anseios e também o propósito como médico. Afinal, é uma profissão que tem como base o cuidado com o outro ser humano.

Se você quer começar a investir nesse sonho, inscreva-se no vestibular da Pitágoras!

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