Financiamento estudantil: quais são as possibilidades para o estudante?

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Nem sempre é fácil ingressar em uma faculdade. Ainda assim, em meio a muita luta, vários estudantes conseguem a tão sonhada vaga no ensino superior. Para tornar esse processo um pouco mais justo e menos complicado, surgiu o financiamento estudantil. Ele possibilita que até mesmo aqueles que não têm condições de arcar com os custos dos estudos possam, enfim, se graduar. Há até os que conseguem estudar de graça.

Há vários modelos de financiamento (alguns deles, inclusive, oferecidos pelo Governo Federal do Brasil) e compreendê-los pode ser um pouco complicado. Sendo assim, estar bem-informado é crucial para que você possa, enfim, escolher o melhor programa para as suas necessidades.

Foi pensando nisso que preparamos o artigo de hoje: um guia para que você, futuro estudante, conheça o que há de mais relevante sobre os financiamentos estudantis. Continue a leitura e saiba como ingressar em uma faculdade mesmo que, hoje, você não disponha do dinheiro necessário para tal!

O que é o financiamento estudantil?

O acesso ao ensino superior no Brasil é, infelizmente, um pouco limitado. Diversas facilidades foram implementadas, há boas estratégias de inclusão em voga, grandes instituições foram criadas e, com isso, muitas vagas foram abertas. Ainda assim, é incontestável o fato de que há uma grande disparidade no acesso às faculdades.

Tanto no âmbito público quanto no privado, é inegável que uma pequena parcela da população tem um acesso muito mais direto a esse tipo de ensino. Somado a isso, hoje sabemos que uma graduação é algo fundamental para o currículo, sendo exigida no mercado de trabalho.

Quando somamos a dificuldade do acesso às faculdades à demanda de cursos superiores para a empregabilidade, nos vemos diante de uma espécie de paradoxo: como conseguir um emprego sem qualificação e como me qualificar sem um emprego — e, portanto, o dinheiro necessário para arcar com os cursos dos estudos? Pensando nisso, foram criados os financiamentos estudantis.

Os financiamentos estudantis funcionam da seguinte forma: uma instituição (que pode ser um banco ou, por vezes, o Governo Federal) faz uma espécie de empréstimo ao estudante, quitando as dívidas dele com a instituição de ensino. Esse valor é dividido em parcelas que serão pagas, depois, com regras que dependem de cada instituição financeira.

Dessa forma, o estudante que antes se via em uma situação complicada, sem condições financeiras para arcar com um curso superior, pode concluí-lo tranquilamente e pagar tudo parcelado mais à frente!

Quais são as vantagens do financiamento estudantil?

Agora que você já sabe o que é um financiamento estudantil, que tal conhecermos as principais vantagens de investir nesse tipo de programa? Vamos lá?

Acesso ao ensino superior

A vantagem mais importante de investir em um financiamento estudantil é, claro, a possibilidade de cursar o ensino superior. Como mencionamos acima, esse acesso é historicamente reservado às camadas mais abastadas da sociedade. Para os menos favorecidos, só tem se tornado uma possibilidade recentemente.

No entanto, a exigência de uma graduação no mercado de trabalho não para de crescer. Alguns empregos, inclusive, já solicitam uma qualificação a mais. Por isso, o ensino superior é essencial a fim de que essas pessoas não sejam passadas para trás e tenham as mesmas condições que os demais de conquistar boas colocações no mercado e na carreira.

Estudar em uma IES de qualidade

Muitas vezes, também, o candidato até consegue pagar uma graduação, mas em uma instituição que não é tão renomada. Estudar em uma faculdade referência é algo fundamental para o currículo e que pode, felizmente, ser conquistado a partir dos financiamentos.

Uma razão para isso é que muitos financiamentos são liberados apenas para curso com notas maiores que 3 nos órgãos oficiais — ou seja, instituições que oferecem ensino de qualidade, gerando melhores oportunidades para o estudante.

Taxas de juros reduzidas

As taxas de juros para os financiamentos estudantis costumam ser bem reduzidas, seja ele o FIES ou alguma das alternativas privadas sobre as quais vamos conversar mais à frente. Quando comparamos a um financiamento imobiliário, por exemplo, podemos observar que as taxas podem ir de 8 a 11% ao ano. Já no caso dos estudantes, essa taxa gira em torno de 6%.

Esse tipo de redução de taxas é ainda mais expressivo quando falamos sobre estudantes de baixa renda. Mais uma vez, é importante pesquisar e estar sempre atento às letrinhas miúdas em editais e contratos. Assim, você saberá exatamente sob quais taxas tudo está sendo guiado!

Prazos confortáveis para o pagamento

Outra vantagem dos financiamentos está na possibilidade de pagar pelo seu curso com uma folga maior. No FIES, por exemplo, o pagamento só começa após a conclusão do curso!

Isso possibilita um maior planejamento financeiro por parte do aluno, que consegue se programar durante os anos da graduação. No entanto, é importante lembrar que nem todos os programas funcionam com prazos tão longos. Por isso, verifique essa informação antes de assinar o contrato!

Melhores colocações no mercado após a graduação

Por fim, já falamos muito sobre a importância da graduação para o mercado de trabalho atual. Fazer uma faculdade é, portanto, um investimento para o futuro — que certamente trará retornos tanto no âmbito financeiro quanto no profissional, e até mesmo na realização pessoal.

Por conta disso, cursar o ensino superior é, hoje, algo que vai além de um mero desejo individual. Essa estratégia é também uma exigência do mercado, sendo um passo fundamental para quem quer crescer na carreira e ter as melhores oportunidades de conquistar boas vagas no futuro.

Quais são as principais modalidades de financiamento?

Interessante, não é mesmo? Gostaria de saber mais sobre o assunto? Então, continue com a gente e veja quais são as principais modalidades de financiamento de faculdade e como elas funcionam!

FIES

O FIES, ou Fundo de Financiamento Estudantil, é provavelmente uma das modalidades de financiamento mais famosas de todas. Ele é comandado pelo Governo Federal e se destina a estudantes de rendas menores. Hoje em dia, o programa abrange pessoas com renda per capita mensal de dois grupos: os de até três salários mínimos e os de até cinco.

O primeiro grupo tem uma vantagem em relação ao outro. Para os estudantes mais carentes, o parcelamento a ser pago após a graduação recebe juros zeros. Para os demais, haverá um acréscimo a depender do curso e de vários outros determinantes.

Além disso, outras mudanças ocorreram no FIES em 2017. Agora, não há mais um período de carência (que, antes, era de 18 meses). Por isso, o estudante precisa começar a pagar o empréstimo no mês seguinte ao recebimento do diploma.

A fim de concorrer no processo seletivo dentro das novas regras do FIES (que é bastante semelhante ao do Sisu, Sistema de Seleção Unificado, por exemplo), há algumas normas. O estudante:

  • precisa ter feito alguma edição do Enem após 2010;
  • deve ter tirado pelo menos 450 pontos em sua média geral;
  • não pode, em nenhuma hipótese, ter zerado a sua redação.

Fique atento a essas regras se quiser participar do FIES 2021!

Financiamento de bancos

Os financiamentos bancários são feitos por instituições financeiras privadas. Assim, você poderá utilizar o banco de sua preferência para fazer esse tipo de processo — mas com algumas limitações, o que torna essa opção algo um pouco diferente das demais. Um exemplo dessa diferença está na forma de parcelamento, como veremos a seguir.

Normalmente, o financiamento ocorre ao final do curso. Mas muitas vezes, no caso dos bancos, o financiamento é feito a cada semestre. Isso faz com que a elaboração de um novo contrato seja necessária após cada seis meses. No entanto, essa regra não é absoluta e pode mudar de acordo com o banco escolhido.

Para participar, então, é fundamental que o candidato escolha muito bem a instituição e conheça as suas opções. Pesquise bastante todos os bancos, as suas taxas e modos de funcionamento dos financiamento. Esse cuidado é essencial a fim de evitar decisões precipitadas ou erradas por conta da afobação.

Qualquer estudante pode participar desse financiamento, até mesmo os menores de idade. Para isso, no entanto, é importante que os pais estejam cientes de cada etapa do processo, já que a sua assinatura será fundamental para a ativação do contrato.

Financiamento de empresas de crédito

Além dos bancos privados, quem quer financiar o ensino superior também pode contar com empresas de crédito — isso mesmo, aquelas que oferecem empréstimos em dinheiro e fazem propostas a partir da quantidade solicitada pelo contratante. Aqui, no entanto, as regras são ainda mais abrangentes.

Por conta disso, mais uma vez, a pesquisa é crucial para uma boa tomada de decisão. É muito importante que o estudante observe as suas opções, colocando-as na ponta no lápis, anotando os seus prós e os seus contras e verificando qual delas é a mais viável para aquele momento.

Nesse caso, há instituições que fazem o parcelamento semestral, enquanto outras financiam todo o curso. Isso vai variar bastante. Descubra o que é melhor para você. O lado bom é que não há amarras e você pode contratar os serviços quando bem entender, ou seja, não precisa ser um calouro na faculdade.

Essa (e a anterior) são boas opções para quem já pagou um pouco do curso e não se vê em condições de arcar com a continuidade do curso nesse momento. Podem também ser úteis para quem está começando — mas nesse caso existem outras oportunidades que talvez sejam mais interessantes. Pesquise bastante e chegue às suas próprias conclusões!

Financiamento da faculdade

Além disso tudo, o financiamento direto na faculdade também é possível. Algumas instituições permitem que o aluno resolva as suas pendências diretamente com ela, fazendo um financiamento completo e, assim, pagando as parcelas no decorrer do curso ou até mesmo após o seu término.

Tudo isso vai depender muito da instituição, mas é uma opção realmente interessante. Antes de partir para outras alternativas — como os financiamentos privados em instituições financeiras ou bancárias —, que tal conferir se a sua faculdade não oferece caminhos para o seu caso?

Mais uma vantagem desse tipo de modalidade é que, muitas vezes, ela contempla outras formas de ensino — como é o caso da pós-graduação e do ensino à distância (cada vez mais relevante no dia a dia do brasileiro, embora já esteja consolidado no exterior). Afinal, as dificuldades financeiras também chegam para quem não estuda presencialmente ou está em sua segunda qualificação.

A dica é sempre pesquisar bastante e, em caso de apertos, recorrer primeiro à faculdade na qual você estuda. Ela poderá orientá-lo melhor e facilitar o acesso às parcerias com os programas de financiamento e bolsas dos quais falamos neste conteúdo — como FIES e ProUni.

Programa de bolsas da faculdade

Agora, precisamos citar os programas de bolsa de estudo como uma alternativa para quem não pode arcar com o ensino superior no momento! Esse financiamento é, na realidade, um abatimento da mensalidade, concedido a estudantes de baixa renda que tenham um bom desempenho acadêmico.

É possível solicitar as bolsas (tanto as parciais quanto as integrais) depois de já estar cursando uma determinada graduação, ou até mesmo logo em seu começo. Além disso, há a concessão de bolsas de 50% e 100% por meio de políticas públicas, como é o caso do Prouni (Programa Universidade Para Todos), no qual o estudante precisa ter feito o Enem e passar por um processo seletivo específico.

Para manter o benefício, no entanto, o estudante estará sujeito a uma série de regras bem rígidas, que variam muito de acordo com a modalidade. No entanto, ter boas notas, evitar faltas e outras responsabilidades parecidas são critérios presentes em praticamente qualquer tipo de contrato.

Vale lembrar que nem sempre esse benefício vai durar por todo o curso, em especial quando falamos sobre bolsas concedidas pela própria faculdade. Por isso, é essencial ter uma segurança extra e um planejamento financeiro bem-pensado para conseguir se manter no curso em caso de problemas.

Bolsa incentivo e Desconto Pontualidade

Por fim, mas não menos importante, existe uma outra opção muito interessante para estudantes que precisam de uma ajuda para dar continuidade à sua qualificação. Dessa forma, não é preciso adiar o sonho de cursar uma graduação e se tornar muito mais preparado para enfrentar o mercado de trabalho.

A Bolsa Incentivo é, como o próprio nome já indica, uma opção para quem precisa de auxílios para arcar com os custos das mensalidades. Aqui, o estudante que está dando início aos seus estudos na instituição solicita, no ato da inscrição ao vestibular, esse tipo de benefício. Com a comprovação de vulnerabilidade financeira por parte do candidato, ele passa a contar com descontos nas parcelas mensais.

Além disso, há a opção de Desconto Pontualidade, que normalmente é destinada aos estudantes que fazem parte das graduações à distância. Esse tipo de serviço abate uma quantia considerável do valor da mensalidade desde que o pagamento seja efetuado até determinado dia do mês (normalmente o quinto dia útil).

Essas são opções que, apesar de não serem necessariamente financiamentos, podem ajudar bastante o estudante na hora de terminar a tão sonhada graduação. Essas alternativas são oferecidas pela Faculdade Pitágoras, que também conta com parcerias com o FIES e o ProUni.

Confira neste infográfico algumas informações extras sobre as opções:

Quem pode participar desses programas?

Como vimos, na maior parte das vezes, os programas são benefícios concedidos aos estudantes de baixa renda. No caso do FIES, por exemplo, os participantes devem ter uma renda mensal de até cinco salários mínimos per capita.

Esse tipo de situação, no entanto, nem sempre é uma regra — em especial quando falamos sobre os financiamentos feitos por instituições privadas, como os bancos e as prestadoras de créditos. Aqui, qualquer um pode participar, desde que corresponda às regras das instituições em questão.

Outra possibilidade é a concessão de financiamentos pela própria faculdade — nos quais os estudantes de baixa renda são, mais uma vez, uma prioridade. Além disso, a concessão de bolsas também segue mais ou menos essa linha, sendo até mesmo uma regra em alguns dos casos.

Independentemente de qual seja a sua situação financeira, haverá uma possibilidade para você. A dica é sempre se informar muito e pesquisar, além de fazer simulações para descobrir se aquele é o programa certo para você. A leitura minuciosa de editais de concursos anteriores também pode ajudar a tirar essas dúvidas, já que todas as regras foram bem explicadas neste documento.

Quais são os passos para conseguir um financiamento estudantil?

Para fechar o nosso bate-papo de hoje, chegou o momento de conversarmos sobre o caminho percorrido até a assinatura do contrato de financiamento. A seguir, vamos dar algumas dicas para que você não fique tão perdido em um primeiro momento. Vamos lá?

Pesquise bastante

Como já mencionamos, a pesquisa é uma parte essencial do processo. O candidato precisa pôr a mão na massa e observar todas as suas opções, colocando-as no papel e definindo, assim, os prós e os contras de cada uma delas — sejam alternativas privadas ou públicas.

Caso a sua ideia seja contratar um financiamento privado, esse tipo de pesquisa se torna ainda mais importante. Taxas de juros, períodos de carência, parcelamento e muitos outros fatores devem ser levados em conta na sua busca. Sempre procure pela opção que traga mais vantagens e combine com as suas necessidades pessoais.

Leia os editais com atenção

A leitura minuciosa dos editais é um passo que não pode ser deixado de lado em hipótese alguma. Ele deve ser prioridade já que, naquele documento, estão contidas todas as informações sobre o processo seletivo, incluindo as datas para inscrição, regras, os requisitos, as normas e muito mais.

Outro ponto ao qual você deve atentar é o parcelamento e o período de carência desse financiamento. Saiba exatamente quando você precisará começar a pagar o seu empréstimo para fazer faculdade, pois é fundamental para que você possa se programar e não tenha surpresas mais à frente. Um bom planejamento, aqui, é algo crucial!

Separe a documentação

Outra boa dica é que você sempre separe toda a sua documentação comprobatória com bastante antecedência. Nunca deixe esse tipo de providência para a última hora! Isso vale tanto para os financiamentos estudantis privados quanto para o FIES, por exemplo.

Veja quais serão os documentos necessários e já corra atrás de todos eles, fazendo cópias e organizando tudo em uma pasta. Isso vai trazer muito mais tranquilidade para você, evitando imprevistos e garantindo que você não perca grandes oportunidades por não ter providenciado a impressão do seu holerite no prazo estipulado, por exemplo.

Esteja atento às datas

As datas de inscrição ou submissão de documentos também são muito importantes. Elas são devidamente discriminadas no edital do programa. Anote-as em um local visível, coloque alarmes em seu celular e peça para que amigos e familiares o lembrem desses dias: todas as estratégias são válidas para não se perder!

Esses prazos são ainda mais importantes quando falamos sobre o FIES, pois ele é composto por quatro etapas distintas que ocorrem em dias diferentes. O Prouni também merece uma atenção extra.

No entanto, até mesmo as opções referentes às instituições privadas devem ser levadas em consideração, pois funcionam igualmente com prazos.

Confira as especificidades de seu curso

Por fim, uma dica essencial para garantir o seu financiamento é observar as especificidades de seu curso. Muitas vezes (em especial nas opções privadas), graduações como Medicina, Odontologia e Medicina Veterinária não são contempladas pelo financiamento.

Por conta disso, verifique sempre esse ponto com antecedência e veja se você pode contratar o financiamento. Além disso, cheque quais são as opções para tais cursos, que muitas vezes existem, mas são diferenciadas. Estar bem-informado antes de assinar o contrato ou de fazer planos mais concretos é muito importante para evitar problemas financeiros mais à frente.

Gostou de conhecer as principais modalidades de financiamento estudantil? Essa é uma estratégia interessante e que, felizmente, permite que as pessoas concluam a graduação mesmo quando estão passando por dificuldades financeiras e não podem arcar com os onerosos custos de uma graduação. O que está esperando? Pesquise o quanto antes sobre um modelo bom para você!

Para te ajudar nessa missão, temos um quiz especial!  Faça e descubra qual opção se encaixa no seu perfil!

Conhece outras pessoas que gostariam de fazer uma faculdade, investir em educação e se qualificar, mas que não estão em condições financeiras para dar esse passo? Então compartilhe este artigo em suas redes sociais para que elas também saibam como é possível realizar esse sonho!

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