Afinal, como funciona o FIES e quais as vantagens para o estudante?

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O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é uma excelente opção para ingressar no ensino superior e mudar de vida. Afinal, para conquistar o diploma de graduação, o estudante precisa buscar alternativas que sejam acessíveis e condizentes com sua realidade financeira.

O segredo do programa é a sustentabilidade do modelo no longo prazo. Durante todo o curso, o estudante contará com o financiamento integral ou parcial das mensalidades. O vencimento ocorre após a graduação do beneficiário, quando ele já conta com empregabilidade e melhores condições salariais.

Sendo assim, se você pretende crescer profissionalmente e busca alternativas para lidar com um orçamento apertado, continue lendo este conteúdo. Nele, você vai tirar dúvidas sobre o FIES e conhecer as vantagens de se inscrever no financiamento estudantil. Acompanhe!

O que é e como funciona o FIES?

O FIES, ou Fundo de Financiamento Estudantil, é um programa do Governo Federal destinado à concessão de crédito para ingresso no ensino superior. Nele, o estudante tem acesso a linhas de financiamento totais ou parciais de cursos pagos, conforme critérios de renda familiar e desempenho no ENEM.

É importante ressaltar que não se trata de um sistema de bolsas. Em qualquer das modalidades escolhidas, o beneficiário terá que restituir o valor liberado, após a conclusão do curso superior. Mas isso será feito em condições de pagamento e juros mais favoráveis do que as praticadas habitualmente no mercado.

Mudanças recentes no programa

Em 2017, o programa sofreu mudanças em relação aos períodos anteriores. O novo FIES traz um modelo proporcional às condições financeiras do interessado: a parte do curso financiada é proporcional à sua renda familiar. Além disso, há duas modalidades. Veja a seguir!

FIES

A modalidade FIES é destinada aos candidatos com renda familiar per capita de até 3 salários mínimos. Isto é, ao somar os ganhos e dividir pelo número de membros, o resultado não pode ultrapassar esse teto. Nesse caso, o financiamento ocorre sem juros e com recursos dos cofres públicos.

P-FIES

O P-FIES é um modelo alternativo em que o financiamento é contratado com bancos privados, em acordo com o estudante e a instituição de ensino. A renda familiar per capita exigida é de até 5 salários mínimos, e há juros mais favoráveis do que em créditos tradicionais.

Solicitação conjunta

O programa permite o requerimento simultâneo para ambas as modalidades. O candidato concorre para o FIES e, caso não consiga, para o P-FIES. No entanto, para isso, a renda familiar per capita a ser respeitada é a de 3 salários mínimos.

Nota do ENEM

O interessado em obter o FIES e o P-FIES precisa ser aprovado em um Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) posterior a 2010. O mínimo para concorrer é somar 450 pontos na prova objetiva e coeficiente acima de zero na redação. Mas é importante ressaltar que os cursos também podem ter notas de corte.

Condições de pagamento

O início das prestações do FIES ocorre no primeiro mês após a graduação, sendo descontado diretamente no salário. No entanto, se a pessoa ainda não tiver renda nesse momento, é possível postergar o início do pagamento, quitando o valor mínimo previsto para o contrato.

Já durante a formação, o beneficiário precisa pagar as parcelas de um seguro de vida contratado em instituição de sua escolha, a fim de cobrir o empréstimo em caso de falecimento. Igualmente, haverá uma pequena prestação para arcar com encargos operacionais da instituição de ensino.

Para conhecer as condições com mais detalhes, consulte o site do novo FIES. Lá você encontrará todas as informações sobre inscrição, pagamentos, cursos, instituições vinculadas e demais características do programa governamental.

Quais são as vantagens do FIES para os estudantes?

O FIES é uma excelente porta de entrada para o ensino superior. Com o financiamento, o estudante consegue reduzir o impacto das mensalidades no orçamento — podendo até mesmo deixar o valor integral para depois do curso. Você encontrará diversas vantagens no FIES. Vamos ver algumas delas?

Ter acesso a cursos concorridos

As instituições de ensino particular disponibilizam vagas de seus principais cursos pela plataforma do FIES. A ideia é que o beneficiário acesse a mesma qualidade que teria caso optasse pela inscrição via vestibular, logo, também as disciplinas mais concorridas.

O motivo é que o programa beneficia todas as partes. Além do aluno, que ingressa no ensino superior, as faculdades conseguem manter uma ocupação dos cursos mais próxima da ideal ao utilizarem um processo seletivo amplo e com vantagens para os candidatos.

Pagar uma taxa de juros reduzida

Ao ser selecionado na modalidade FIES, o beneficiário terá direito a taxa de juros real zero — ou seja, qualquer acréscimo servirá apenas para recompor o poder de compra do dinheiro. Já no P-FIES, o custo varia conforme as condições oferecidas pelo banco. A Caixa, por exemplo, fala em possibilidade de juros zero para quem ganha até 1,5 salário mínimo.

Contar com um prazo maior para pagamento

O financiamento alcança, em média, 14 anos. Logo, as mensalidades de 2 a 6 anos de faculdade serão diluídas em um período muito mais longo, facilitando o pagamento. Ademais, existe um dispositivo de redução da parcela, caso a pessoa não tenha renda ou fique desempregada após a conclusão do curso.

Amortizar parcelas

Como o ensino superior oferece empregabilidade e salários mais elevados do que o nível médio, ao melhorar sua condição é possível abater valores do saldo devedor. Nas modalidades com juros, isso fará com que o custo final da operação seja reduzido.

Uma diferença, portanto, do novo FIES para o antigo é que a amortização se tornou voluntária. Até porque, no financiamento concedido pelo governo federal, haverá juros zero. Logo, não haveria motivo para realizar a cobrança trimestral como ocorria no modelo anterior.

Por que utilizar o FIES?

Com essas condições, o programa se tornou ainda mais vantajoso para os estudantes, sendo uma excelente oportunidade para mudar de vida. Afinal, além de valores mais baixos, o pagamento respeita as condições financeiras mesmo após a conclusão do curso.

Por fim, é muito importante ficar atento ao sistema do MEC para ver quais instituições de ensino são reconhecidas e vinculadas ao programa. Só assim você aproveitará as condições do FIES de maneira segura e garantirá uma boa formação.

Então, o que você achou das mudanças no programa? Ficou motivado para ingressar no ensino superior? Tem alguma dúvida? Deixe o seu comentário!

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