O ensino superior mudou? Veja a evolução da faculdade ao longo dos anos

estudantes do ensino superior conversando

Como em todas as áreas da sociedade, a evolução do ensino superior no Brasil e no mundo resultou das inúmeras demandas que foram surgindo — principalmente com o desenvolvimento dos países, as novas descobertas da Ciência e a tecnologia, além das questões culturais e políticas que possibilitaram a expansão da educação profissional e o próprio acesso à faculdade.

Evolução, nesse sentido, significou a transformação dos paradigmas de ensino e uma mobilização global para as necessidades de formação dos estudantes no mundo do trabalho.

No Brasil, especificamente, podemos dizer que o boom da educação superior aconteceu a partir final dos anos 1960, quando passou a haver um amplo incentivo à criação da rede privada de ensino superior. Isso fez saltar não apenas o número de faculdades, mas principalmente a quantidade de vagas.

Quer saber mais? Continue conosco na leitura deste post e conheça:

  • os fatores que influenciaram a evolução do ensino superior;
  • as principais tendências para a educação;
  • como será a faculdade do futuro.

Acompanhe!

Quais fatores influenciaram a evolução do ensino superior?

De acordo com o último Censo da Educação Superior, divulgado em 2018, o Brasil contabiliza 2.537 instituições, entre as quais predominam as faculdades privadas (1.929)— número que corresponde a 88,2% do total.

Em comparação com os idos anos 1960-1980, o número de estudantes teve um salto que demonstra a evolução histórica da educação superior. Atualmente, são 8,45 milhões de matrículas, distribuídas em cerca de 38 mil cursos. Além disso, 2018 registrou o ingresso de 3,4 milhões de estudantes, um crescimento de 6,8% em relação a 2017.

Embora os cursos presenciais ainda dominem a ocupação das vagas, mais uma vez se viu o aumento da procura por cursos na modalidade de educação a distância (EAD). Comparando os períodos de 2017 e 2018, o número de matrículas cresceu 27,9% e chegou a 1,37 milhão de estudantes EAD no país. Em comparação com o percentual em 2008, o crescimento foi de 40%.

Mudanças na legislação

Com a criação do Conselho Nacional de Educação (CNE), em 1995, e o sancionamento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, a educação superior passou a ter novas possibilidades de atuação, de forma muito mais autônoma, livre e flexível.

Nessa esteira, foram surgindo inúmeros pareceres que direcionavam tanto questões relativas às necessidades de ensino, empregabilidade e perfil esperado dos formados quanto regulações sobre organização dos cursos, carga horária, estágios e avaliação. Chegamos, então, a uma regulamentação específica para EAD, sobre a qual falaremos a seguir.

Ampliação da oferta de cursos EAD

2017 foi um marco para a evolução tecnológica no ensino superior, quando o Ministério da Educação (MEC) publicou o decreto 9.057, que atualizou a regulamentação para a EAD no país. A partir dela, não era mais preciso fazer um novo credenciamento para a abertura de cursos nessa modalidade, o que desburocratizou o processo. Com isso, o volume de cursos abertos cresceu muito e flexibilizou ainda mais o acesso de novos estudantes ao ensino superior.

Programas de bolsas e financiamento estudantil

O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) e Programa Universidade para Todos (Prouni), criados em 1999 e 2005 respectivamente, também foram grandes impulsionadores das matrículas no ensino superior — especialmente para as pessoas de baixa renda ou com renda limitada. Até então, elas tinham enormes dificuldades de ingressar em uma faculdade.

Em suas políticas, o FIES permite o financiamento de até 100% do curso com juros que podem chegar à taxa zero, incluindo segunda graduação. Já o Prouni oferece bolsas de estudo integrais ou parciais para a primeira graduação de estudantes que atendam ao perfil do programa.

Melhorias no sistema de avaliação da educação superior

Com a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), em 2004, as instituições de ensino superior de todo o país se viram obrigadas a investir pesado em:

  • qualidade do ensino;
  • desempenho dos estudantes;
  • infraestrutura.

Esse complexo sistema de avaliação utiliza uma série de conceitos que atestam quais são as melhores e piores faculdades para se estudar, sendo um importante termômetro para a escolha dos estudantes. Além disso, instituiu o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), componente indispensável à obtenção do diploma e que observa o grau de preparo desses futuros profissionais.

Quais são as principais tendências da educação superior?

Agora que você conhece um pouco como as transformações no ensino superior vem acontecendo ao longo do tempo, é hora de falar sobre algumas das principais tendências da área. Confira!

Tecnologias de EAD

Com as tecnologias de EAD, as plataformas digitais passam a ser um canal de aprendizado para todos os cursos, incluindo os presenciais. Ali no portal, o estudante encontra os mais variados tipos de conteúdos como forma de aprofundar seus conhecimentos e ainda consegue observar seu desempenho para traçar o melhor plano de estudos.

Nesse quesito, os estudantes da Pitágoras saem na frente, pois já contam com o Portal do Aluno. Nele, podem encontrar conteúdos interativos, videoaulas, documentos necessários (a exemplo de atestados e declarações), revisão das provas e outros. São mais de 30 serviços para beneficiar a rotina deles.

Horizontalização do ensino

Uma das principais mudanças na educação superior é descentralização do ensino. Um princípio das metodologias ativas de aprendizagem é colocar o aluno no centro do processo de construção do conhecimento, o que muda o papel do professor em sala de aula.

O decente, de detentor das informações, passa a atuar em um serviço de tutoria, ajudando os estudantes e propondo os melhores caminhos na educação.

Personalização da grade

A grade curricular está deixando de ser linear, ou seja, com um currículo igual para todo mundo. Várias faculdades já estão adotando diferentes itinerários de conhecimento, em que o aluno “monta seu currículo” de acordo com suas preferências.

Isso torna o ensino mais motivador, visto que o estudante decide sua trajetória na faculdade, a partir de um currículo preestabelecido.

Escolas-banco

Para oferecer tranquilidade financeira aos alunos durante a graduação, grandes conglomerados universitários estão criando bancos por meio dos quais acontece o financiamento estudantil particular. Essa é uma excelente saída para quem precisa financiar seu curso, mas não se enquadra nos programas do governo.

Para estudar aqui na Pitágoras, já existe o Parcelamento Estudantil Privado (PEP), que oferece a possibilidade de parcelar até 70%* do curso sem juros. O processo é simples, ágil e pré-aprovado, sem a necessidade de usar a nota do Enem.

Como será a faculdade do futuro?

Para alcançar a realidade da atual geração de alunos que chega ao ensino superior, as faculdades estão em um processo de ampla inovação. Veja o que muda nas instituições para encarar a educação no século XXI.

Embarque na transformação digital

Inteligência Artificial, Internet das Coisas, robótica, aprendizado de máquina e análises avançadas de dados são tecnologias que passarão a fazer parte da rotina das faculdades. Tais ferramentas não apenas concedem inovação ao jeito de ensinar e aprender, como também fornecem uma série de dados essenciais sobre toda a trajetória de alunos e professores.

Aprendizagem imersiva será uma necessidade

A aprendizagem por meio de experiências práticas deixará de ser privilégio de instituições mais “descoladas” para se tornar uma norma. Para tanto, as salas de aulas serão totalmente reconfiguradas, e a tecnologia de ponta oferecerá um aprendizado muito mais profundo e motivador à comunidade acadêmica.

Flexibilização dos programas de ensino

As faculdades passarão a oferecer uma gama maior de programas de graduação em que os alunos passam a estudar no tempo e ritmo mais conveniente à sua rotina de vida. Também haverá a possibilidade de mesclar uma grade curricular que combine a modalidade EAD e a presencial de maneira flexibilizada.

Aluno no centro do ensino

Métodos rígidos e tradicionais de ensino não são páreo para as mais modernas tecnologias e plataformas. Cada aluno poderá se encarregar de sua própria educação, escolhendo seus próprios módulos e métodos de aprendizado, seja no presencialmente ou online.

Ao fazer isso, os alunos são protagonistas em seu próprio aprendizado e capazes de promover as habilidades técnicas e transferíveis quando se trata de assumir a responsabilidade de aprender com suas próprias mãos.

Neste artigo, apresentamos algumas das principais forças que levaram às transformações no ensino superior brasileiro e algumas das tendências que despontam o futuro. A faculdade está em evolução e muita coisa nova vem por aí. O tempo não para.

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